a moça da platéia
não olha nos meus olhos
não cruza as pernas, creia
nem usa fé em Deus
se pá no fundo ri
se pá tem fundo não
talvez passe o chapéu
já cheia de si
ando tão sozinho
entre astros e quimeras
e se já não deixo rastros
quem me dera o seu caminho
eu pudesse então seguir
mas qual, não há quem possa
com a moça da platéia
se cruza os braços, ouça
não usa o coração
num passe ela quiçá
tirasse até o chapéu
e fundo o coração da bolsa
se pá
sigo se preciso
cada passo seu e um dia
vai que pareça um palhaço
quem diria seu sorriso
me terá feito chorar
com a moça dos meus olhos
porém, não há quem possa
no fundo me recolho
chapéu já cheio e pá
se pá nem dá por si
e eu cruzo os dedos, Deus
mas para ela não tô nem aí
letra Fred Sommer música Fred Sommer e Aureo Gandur
sábado, 3 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
CLARINHA
branquinha, não sei
se é da natureza
da natureza da arte
se é tua beleza
a beleza de tua parte mais minha
tem certeza?
parte oposta à parte nua
a parte que não se mostra
não sei se é tua proeza
a profundeza da ostra
se é minha a pérola tua
se é minha, não sei
se é da natureza
da natureza de um astro
se é tua clareza
a clareza do alabastro, Clarinha
tem certeza?
se ainda é lua a parte oposta
já não creio se ainda é crua
se ainda é minha, com franqueza
se ri de mim pelas ruas
se pros outros dá as costas
letra fred sommer música aureo gandur
se é da natureza
da natureza da arte
se é tua beleza
a beleza de tua parte mais minha
tem certeza?
parte oposta à parte nua
a parte que não se mostra
não sei se é tua proeza
a profundeza da ostra
se é minha a pérola tua
se é minha, não sei
se é da natureza
da natureza de um astro
se é tua clareza
a clareza do alabastro, Clarinha
tem certeza?
se ainda é lua a parte oposta
já não creio se ainda é crua
se ainda é minha, com franqueza
se ri de mim pelas ruas
se pros outros dá as costas
letra fred sommer música aureo gandur
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A CIGARRA E O CINZEIRO
quando a tarde cai cinza assim
e a cigarra faz alarde lá na Barra
é sinal do fim senão é pirraça
pois quando a cinza, ai, não dói
não tem mais jeito, é que do peito
feito fumaça o amor se foi
então é um novo sarro, uma só farra
e onde ancoro meu veleiro?
choro um mar sobre o cinzeiro e canto
no cais mais um cigarro e sem amarras
não demoro em não ter rumo
moro ao léu e fumo, fumo tanto...
e a cigarra faz alarde lá na Barra
é sinal do fim senão é pirraça
pois quando a cinza, ai, não dói
não tem mais jeito, é que do peito
feito fumaça o amor se foi
então é um novo sarro, uma só farra
e onde ancoro meu veleiro?
choro um mar sobre o cinzeiro e canto
no cais mais um cigarro e sem amarras
não demoro em não ter rumo
moro ao léu e fumo, fumo tanto...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A CULPA
ah, que se o amor não é mais como antes, meu bem, deve ser
do mundo que gira ou de uma outra mulher a culpa. deve ser
do tempo que passa e das rugas distantes do rosto, mas vistas
de longe no fundo da alma; do gosto que muda de quando em vez.
calma! espere por mim (de novo e sempre um carinho se fez).
não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera,
fugir diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim...
não durma antes de sonhar.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
CAFÉ
tá na ponta da língua tá na cara
tá na pauta dos sábios guapos locos
tá nos lábios da virgem tá na conta
dos encontros não falta coisa rara
e eu querendo ser óbvio como poucos
tenho sido a mais cara das afrontas
ando rouco de rock e canto triste
já to seco de pranto e não sorrio
não me toque não largue minha mão
não é nada mas tudo quanto existe
é o ladrão e o ladrar do dono é o cio
é o sono é o penar e é o perdão
tá na pauta dos sábios guapos locos
tá nos lábios da virgem tá na conta
dos encontros não falta coisa rara
e eu querendo ser óbvio como poucos
tenho sido a mais cara das afrontas
ando rouco de rock e canto triste
já to seco de pranto e não sorrio
não me toque não largue minha mão
não é nada mas tudo quanto existe
é o ladrão e o ladrar do dono é o cio
é o sono é o penar e é o perdão
letra fred sommer música daniel green
BOOM
big bang
nosso amor se dá
bem no mangue
veja a flor brotar
seja onde for
nosso sangue
nem sequer a dor
bang bang
quem vai separar
uma gangue
já ninguém mais pode
contra o nosso amor
quando amém explode
letra fred sommer música aureo gandur
nosso amor se dá
bem no mangue
veja a flor brotar
seja onde for
nosso sangue
nem sequer a dor
bang bang
quem vai separar
uma gangue
já ninguém mais pode
contra o nosso amor
quando amém explode
letra fred sommer música aureo gandur
DUET
Macbeth
lady má
corre pela sombra
por entre alçapões
pinta o set
lua-nova meia-noite
raras poções
mágicos tabletes
corações
de papel picado
feito confete
sobressaltados
zanzam no ar
e perdem-se no tapete
ai se cada hora
e cada passo fosse em vão
let’s go vambora
badalar
dim dom dim dom
Hamlet
quem será?
quem será que não?
eis as suas questões
palacete
meia-lua noite adentro
assombrações
quase tete-a-tete
foliões
mal fantasiados
de baronetes
esganiçados
saem a cantar
a história que se repete
sete notas
si dó ré mi fá sol lá se vão
ai se cada gota
de luar
fosse canção
letra e música fred sommer
lady má
corre pela sombra
por entre alçapões
pinta o set
lua-nova meia-noite
raras poções
mágicos tabletes
corações
de papel picado
feito confete
sobressaltados
zanzam no ar
e perdem-se no tapete
ai se cada hora
e cada passo fosse em vão
let’s go vambora
badalar
dim dom dim dom
Hamlet
quem será?
quem será que não?
eis as suas questões
palacete
meia-lua noite adentro
assombrações
quase tete-a-tete
foliões
mal fantasiados
de baronetes
esganiçados
saem a cantar
a história que se repete
sete notas
si dó ré mi fá sol lá se vão
ai se cada gota
de luar
fosse canção
letra e música fred sommer
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